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Diário do Grande ABC
10/09/2001
Futuro do Santos nas mãos da ONG
Manchester United é maior exemplo
O Manchester United, da Inglaterra, é considerado o modelo ideal
a ser seguido pela Fundação Santos Vivo. O fundador da ONG
(organização não-governamental), José Carlos
Peres, lembra sempre da recuperação espantosa que o clube
inglês conseguiu em poucos anos, quando deixou de ser um time endividado
para se transformar no clube mais rico do mundo.
"Em 1990, o Manchester tinha uma dívida de US$ 50 milhões,
não ganhava nada e ainda recebeu um comunicado da federação
inglesa que deveria reformar e ampliar se estádio que não
oferecia condições de uso. Os caras tinham dois pepinos
na mão que era pagar as dívidas e o segundo reformar o estádio
que consumiria mais US$ 50 milhões".
A solução encontrada na época foi convocar uma auditoria,
que reorganizou o time internamente e apontou o torcedor como a única
saída para tirar o clube do buraco. A equipe passou a vender camisas,
licenciar produtos e uma série de outras iniciativas.
"Em 1995, o Manchester venceu todos os campeonatos que disputou e
em 1997 fechou o ano com US$ 454 milhões em caixa e com um estádio
moderníssimo. E eles têm uma torcida de entre 2,8 e 3 milhões
de torcedores. Nem a metade da do Santos, que conta com 8 milhões".
Fundação espera a adesão de Pelé
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Diário do Grande ABC
A Fundação Santos Vivo aguarda para breve o cadastro do
nome mais famoso da história do time da Vila Belmiro: Edson Arantes
do Nascimento, o Pelé. A diretoria da ONG (organização
não-governamental) garante que o atleta do século manifestou
seu apoio à iniciativa, mas pretende divulgar sua adesão
somente se for autorizada por ele.
Se Pelé não está na Santos Vivo, então quem
são as pessoas, além do presidente Milton Neves - que a
canta em prosa e verso em seus programas na Rádio Jovem Pan e na
TV Bandeirantes -, que formam a entidade? O fundador José Carlos
Peres diz que são banqueiros, dirigentes de empresas multinacionais,
artistas, jornalistas, operários... A maioria na faixa etária
entre 40 e 45 anos. "Queremos utilizar esta inteligência e
a garra do torcedor comum em benefício do próprio Santos".
Semifinal com o Corinthians mudou planos
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Diário do Grande ABC
A ONG Santos Vivo começou a ser pensada de uma forma totalmente
diferente da que ela acabou concedida. Seu idealizador e fundador, o empresário
José Carlos Peres, pretendia criar uma instituição
que aliasse o escudo do Santos com a caridade e, de quebra, atraisse mais
torcedores para o bicampeão do mundo. "Nossa intenção
era distribuir sopão quente embaixo dos viadutos, levar cobertores
na época do frio, sempre com o distintivo do Santos. Com isso,
a gente iria atrair as crianças, pois estariam vendo que o pessoal
do Santos queria ajudar".
Mas um lance mudou radicalmente os rumos da instituição.
Santos e Corinthians jogavam pela semifinal do Campeonato Paulista e empatavam
por 1 a 1. De repente, já nos descontos, Gil vai à linha
de fundo, cruza, e Ricardinho, aos 46m50, marca o gol que elimina o time
da Vila Belmiro do Campeonato Paulista. A conclusão a que se chegou
foi a de que primeiro era necessário ajudar o Santos, para depois
pensar nos outros.
"Eu cheguei à conclusão que nós deveríamos
reunir os santistas e partir para uma associação ou uma
fundação, um instituto que defendesse, preservasse e elevasse
o nome dos Santos, porque hoje o Santos é um time fragilizado,
e sempre prejudicado pelas arbitragens, Federação Paulista,
CBF e até pela FIFA, porque no jogo contra o Corinthians, onde
teve até um ponto eletrônico.
O Santos mandou um processo pra FIFA e ela disse que é proibido,
mas não tomou nenhuma atitude. Se fosse o Santos a utilizar o ponto,
estaria banido do futebol".
Equipe treinava na região nos tempos de Pelé
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Diário do Grande ABC
Nos tempos do Santos campeão do mundo, que parava guerras e deixava
os adversários contentes por perder de pouco - bons tempos aqueles,
pensam os mais fervorosos santistas -, o clube se preparava no Grande
ABC, mais precisamente em São Bernardo, onde se situa a Chácara
Nicolau Moran. O que já foi a concentração do maior
time do planeta, hoje está abandonada. Mas se depender da Fundação
Santos Vivo, em breve terá um destino digno de seu passado.
"Nós pretendemos fazer uma reforma e transformá-la
num clube de campo, com piscina, área de pesca na represa, um hotelzinho,
chalé... Estivemos lá há pouco tempo e está
com mato, tudo abandonado", afirma José Carlos Peres, fundador
da Santos Vivo.
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A tribuna Digital
18/08/2001
Fundação Santos Vivo repudia atitude de Citadini
A Fundação Santos Vivo divulgou neste sábado um comunicado
expressando sua indignação com relação ao
tratamento dado pelo vice-presidente de futebol do Corinthians, Antônio
Roque Citadini, ao Santos, no "caso Marcelinho". Para a organização,
as atitudes de Citadini só depreciam os clubes co-irmãos
e o próprio time do Parque São Jorge.
Com isso, os dirigentes da fundação pedem para que o presidente
do Corinthians, Alberto Dualibi, e os dirigentes da Hicks Muse assumam
as negociações. De acordo com o manifesto, a ONG não
está entrando no mérito da negociação do atleta.
"Só gostaríamos que os princípios básicos
de educação e dignidade fossem respeitados", disse
o diretor executivo da fundação, José Carlos Peres.
Para finalizar, Peres pediu para que prevaleça o relacionamento
saudável e de respeito entre instituições esportivas,
que congregam milhões de torcedores anônimos que dão
sustentação a essas agremiações.
O estado de São Paulo
09/07/2001
Torcedores se unem para salvar o Santos
Sanches Filho
Defender, preservar e elevar o nome do Santos é o lema da Fundação
Santos Vivo, a primeira organização não-governamental
(ONG) do mundo criada com o objetivo de salvar um clube de futebol endividado
e sem perspectivas de sair da crise em que foi mergulhado por maus dirigentes.
Com sede provisória na Rua Itamarati, 186, bairro do Pacaembu,
na capital, a fundação nasceu há exatamente um mês,
numa reunião de conselheiros, sócios e simpatizantes santistas,
num casarão próximo ao Estádio do Pacaembu.
O presidente da fundação, o empresário José
Carlos Peres, de 53 anos, confessa-se espantado com as adesões
que vem recebendo. Ele sócio do Santos há 30 anos e foi
eleito há dois para o Conselho Deliberativo do clube, na chapa
do atual presidente, Marcelo Teixeira:
"As adesões chegam de todas as partes do mundo. Londres, Nova
York, Cidade do México, Guadalajara, cidades da Austrália.
A organização Santos Vivo já tem 10 mil membros cadastrados
e em um ano deveremos chegar aos 500 mil, o que não é nenhum
exagero diante do universo de 8 milhões de santistas, apenas no
Brasil. Nesse primeiro momento houve a adesão de empresários,
banqueiros e profissionais liberais."
A idéia de criar a ONG surgiu de constatações como
a de que o clube deixou de ser grande na década de 80 e vem sendo
paulatinamente enfraquecido por sucessivas más administrações.
As contas do clube são tão confusas que, hoje, nem a diretoria
sabe quanto o clube deve e a quem. A falta de uma infra-estrutura adequada
e o fato de o quadro associativo diminuir ano a ano - seria de pouco mais
de 5 mil associados - também apressaram a decisão de criar
a fundação.
Mal menor
pesar de ter apoiado a chapa de Teixeira, o empresário faz um
diagnóstico amargo da situação do clube:
"Aquele gol de Ricardinho, no dia 13 de maio, acabou sendo um bem
para o Santos, porque a conquista de um título iria encobrir a
grave realidade do clube. Mais importante do que ganhar um campeonato,
é o clube se organizar, implantando uma infra-estrutura moderna,
e ter uma administração transparente. Hoje, o santista não
sabe os reais valores envolvidos em compra e venda de atletas, salários
de jogadores e de que forma é aplicado o dinheiro do clube. Dentro
do processo de criação da Santos Vivo, pesquisamos os mercados
europeu e norte-americano e verificamos que por trás dos maiores
clubes há sempre uma fundação, que funciona como
porta de entrada de recursos e como instrumento de apoio administrativo."
No último dia 30, 200 pessoas, das quais 75 conselheiras do Santos,
elegeram José Carlos Peres o primeiro presidente da organização.
Também foi definido o Conselho de Administração,
integrado por 11 empresários, dentre os quais Luiz Álvaro
Ribeiro, Fernando Barreto Bergamin, Edgardo Guerra Cajado, Eugênio
Singer e Augusto Videira. A Fundação Santos Vivo já
tem a aprovação do Ministério Público e está
sendo registrada como entidade sem fins lucrativos, de apoio ao Santos
e com atividades de assistência social.
Embora os fundadores insistam que a ONG não tem pretensões
políticas, surgem resistências de setores conservadores do
clube, como o do ex-presidente da diretoria e do Conselho Deliberativo
Ernesto Vieira. Para o dirigente, esse tipo de atividade fere os estatutos
do clube.
Pelé, o símbolo
Peres defende a fundação: "Os verdadeiros santistas
vão se juntar a nós. Já temos a maioria do Conselho
Deliberativo. Cento e setenta conselheiros manifestaram apoio e pretendem
ajudar a fundação a recuperar a grandeza do Santos. Uma
de nossas metas é trazer Pelé de volta (o ex-jogador afastou-se
desde a eleição de Marcelo Teixeira). Estamos tentando marcar
uma reunião com o Rei e com certeza ele vai participar da Santos
Vivo. Nossa idéia é que Pelé seja o símbolo
da fundação, além de poder colaborar como empresário
e santista de coração."
O empresário explica como a fundação agirá
a curto e médio prazos: "Não há como mudar a
atual situação do clube agora porque a atual administração
está em final de mandato. Os candidatos que surgirem vão
assumir compromissos com a fundação e na nova gestão
iremos começar a tocar 40 projetos. A prioridade é modernizar
e informatizar a administração do clube. Em seguida, será
feito um levantamento das dívidas. Após esse mapeamento,
entraremos num processo de renegociação. A Santos Vivo não
vai dar dinheiro para que dirigentes saldem os passivos. Ela vai encontrar
empresários dispostos a colaborar com o clube 'comprando' as dívidas.
A injeção de recursos no clube virá através
de vários patrocínios que a fundação tem condições
de conseguir entre empresários santistas."
Na próxima administração, a Santos Vivo pretende
atuar como uma espécie de grupo de apoio à presidência,
apresentando soluções, até com aporte de recursos,
por meio de patrocínios, para todos os segmentos do clube. Outra
meta é a fusão do Santos com um dos grandes clubes sociais
da cidade, como o Caiçara, o Internacional e o Regatas Santista,
para passar a contar com dependências sociais e esportivas, o que
permitirá a ampliação do quadro associativo.
Estádio, prioridade
A fundação tem também um projeto para o estádio
da Vila Belmiro, que atualmente pode receber, no máximo, 20 mil
torcedores e, segundo parecer do arquiteto Ícaro de Castro Melo,
poderá ter a capacidade ampliada para 50 mil torcedores. Os recursos
para as obras de ampliação, estimadas em R$ 50 milhões,
seriam obtidos com uma campanha entre torcedores santistas ilustres, que
teriam o nome perpetuado no estádio em tijolinhos de metal, ao
valor de US$ 1 mil cada. Mas a organização não afasta
a idéia defendida por Pelé de construção de
um novo estádio.
Na área do futebol, a intenção dos integrantes da
organização é manter representantes na Federação
Paulista de Futebol, CBF e em Brasília, para defender os interesses
do clube.
"Um ponto que julgamos importante é que dentro de pouco tempo
o Santos seja realmente administrado por um profissional, um presidente
remunerado, que possa ser responsabilizado por seus atos", conclui
o presidente da fundação Santos Vivo.
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A tribuna Digital
03/07/2001
ONG santista empossa diretoria
Desde sábado, a Fundação Santos Vivo, primeira Organização
não-governamental (ONG) do mundo criada para defender um clube
de futebol, tem diretoria e conselhos constituídos. A reunião
de formação da diretoria contou com 75 conselheiros do Santos
num total de 200 pessoas.
''Já temos mais de 10 mil cadastros. Temos também amplo
apoio dentro do Conselho Deliberativo do clube, uma vez que 170 conselheiros
já se comprometeram a nos ajudar'', garantiu José Carlos
Peres, o primeiro presidente da entidade.
Além da presidência, a Fundação Santos Vivo
é composta por um Conselho de Administração, integrado
por 11 empresários de vários ramos, entre eles, Augusto
Videira, Celso Loduca. Eugênio Singer, Edgardo Guerra Cajado, Luís
Álvaro Ribeiro e José Miguel de Souza.
Estão formados, também, os conselhos Jurídico, Consultivo
e Fiscal. ''Estamos formando um Grupo de Apoio à Presidência
(GAP), que será composto por sete ou oito presidentes de grandes
empresas que querem colaborar com o clube'', explicou Peres.
Controvérsia - O presidente da Fundação não
parece preocupado com as declarações de Ernesto Vieira cedidas
ao programa Esportes em Dois Toques, na rádio CBN/Santos. Membro
do Conselho Deliberativo, o ex-presidente do clube afirmou que a ONG não
tem respaldo legal para atuar. ''É curioso que as pessoas que afundaram
o Santos, e o deixaram nessa situação, agora se colocam
contra a organização".
Segundo Peres, o argumento de que a entidade estaria usando o nome do
Santos não procede. ''É um absurdo. Seria o mesmo que dizer
que uma igreja que arrecada dinheiro para ajudar aos pobres está
usando o nome dos pobres'', compara. ''Tenho certeza que, quando todos
tomarem conhecimento do projeto, a adesão será imediata'',
concluiu.
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UOL Esporte
02/07/2001
ONG Santos Vivo já tem presidente
Agência Pelé.Net
Em Santos
A ONG Santos Vivo, criada, segundo seus fundadores, para salvar o Santos
da extinção, já tem diretoria e presidente eleitos.
A reunião que elegeu os dirigentes aconteceu no último final
de semana, em São Paulo, e contou com a presença de 75 conselheiros
do Santos e cerca de 200 participantes.
O empresário José Carlos Peres foi eleito o primeiro presidente
da Fundação. Peres, que além de conselheiro do Santos
também acumula o cargo de coordenador do projeto, afirmou que a
entidade já tem mais de 10 mil pessoas cadastradas.
"Além disso, temos grande apoio de membros do Conselho Deliberativo
do Santos, já que 170 conselheiros já manifestaram a intenção
de nos ajudar", disse.
Peres ressaltou que a Fundação conta também com
um Grupo de Apoio à Presidência (GAP). O grupo deverá
ser composto por sete ou oito presidentes de grandes empresas da Capital,
todos dispostos a colaborar com a entidade.
A ONG também empossou os 11 membros do Conselho de Administração.
Entre os integrantes do órgão destacam-se diversos empresários,
como Celso Loducca, Eugênio Singer, José Miguel de Souza,
Luís Álvaro Ribeiro e Edgardo Guerra Cajado. Peres informou
ainda que já estão formados os conselhos Fiscal, Consultivo
e Jurídico da Fundação.
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A tribuna do Paraná
03/07/2001
Empresários criam fundação para ajudar o Santos
Na manhã do último dia 9, numa casa próxima ao Estádio
do Pacaembu, nasceu a Fundação Santos Vivo. Idealizada e
criada por José Carlos Peres, sócio do Santos há
30 anos e conselheiro há dois, a fundação é
a primeira organização não-governamental (ONG) do
mundo que tem como objetivo defender um clube de futebol.
''Nós, eu e vários empresários que amam o Santos,
estamos cansados das últimas más administrações
que têm governado o Santos. Por isso resolvemos criar essa fundação
que não tem nenhuma conotação política dentro
do clube'', explicou Peres.
Segundo Peres, eleitor do atual presidente, Marcelo Teixeira, o grupo
de empresários chegou à conclusão de que alguma coisa
precisa ser feita, e em caráter de urgência, para que o Santos
não morra.
''Por incrível que pareça'', prosseguiu Peres, ''o maior
problema do Santos não é financeiro. O grande problema do
clube é de infra-estrutura. Existe tamanha dificuldade em se obter
dados que, na verdade, nem o Santos sabe exatamente o quanto e para quem
deve. Antes de ganhar qualquer campeonato dentro de campo o Santos precisa
ganhar o campeonato da organização'', garantiu.
Dois escritórios - A entidade já conta com dois - escritórios
responsáveis pela assessoria jurídica: a Banca de Marcos
e Gustavo Amaral, em Santos, e o Escritório Nilton Ramalho, na
Capital.
Cerca de 30 conselheiros estão engajados na formação
da fundação. Celso Jatene, Jameson, Carlos Donizete, Luís
Álvaro Ribeiro e José Miguel de Souza, integrante da Mesa,
são alguns deles. Existe, ainda, uma proposta para que santistas
ilustres, como artistas, políticos e outros empresários,
sejam chamados a colaborar com o projeto.
Recursos - Para arrecadar recursos a Fundação Santos Vivo
pretende contar com doações, convênios com empresas,
ações, eventos e captações junto a outras
ONGs no exterior.
Como primeira destinação dos recursos apurados está
o pagamento das dívidas mais expressivas do clube. A idéia
é pagar essas dívidas diretamente, sem que o dinheiro passe
pela diretoria.
Outros projetos já fazem parte dos planos iniciais da Fundação,
como por exemplo, a recuperação financeira, ampliação
da Vila Belmiro, aumento do quadro associativo, conhecimento, identificação
e mapeamento dos torcedores e até uma modernização
na gestão visando à obtenção do certificado
ISO 9000.
Como é obrigatório a toda ONG, a entidade não tem
fins lucrativos e deverá desenvolver, também, atividades
sociais, como distribuição de alimentos, agasalhos e trabalho
com crianças carentes.
Segundo José Carlos Peres a atual situação do clube
apressou a criação da ONG. ''Aquele gol do Ricardinho, de
tão triste memória para nós todos, acabou tendo seu
lado positivo. Se o Santos ganha o Campeonato Paulista muita coisa ruim
que ocorre hoje no clube seria encoberta. A hora de salvarmos o Santos
é agora. Peço a todos os santistas de coração
que nos ajudem nessa caminhada'', finalizou o criador da Fundação.
Informações - Mais informações à Rua
Itamarati, 186, no Pacaembu, na Capital. O telefone é (11) 3871-4283
e o site: www.santosvivo.org.
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A tribuna Digital
25/06/2001
Peixe cai na rede
César Miranda Da Reportagem
Desde o surgimento, a Internet já oscilou entre a criação
de riquezas, geração de empregos ou apresentação
de tendências de visuais gráficos mirabolantes, mas o caráter
de discussão de idéias sempre permaneceu intacto e aumenta
à medida que o acesso à tecnologia é permitido a
mais pessoas. Enquanto a inclusão digital é uma conversa
à parte, torcedores que se consideram cansados com os altos e baixos
do time de coração, plantaram virtualmente as primeiras
sementes de uma ONG numa sala de torcedores de A Tribuna Digital e pretendem
arrebanhar mais simpatizantes e propor o que chamam de uma 'revolução'.
"A ONG do Santos vai ser a maior revolução do futebol
brasileiro", acredita o idealizador e empresário do setor
de informática. Ele garante que é a primeira ONG sem fins
lucrativos a defender um time de futebol no planeta.
Acompanhado de outros empresários nesta ONG, aguarda apenas o reconhecimento
definitivo da organização pelo Ministério Público.
Peres, que é também sócio do clube há 30 anos
e conselheiro há dois, conta que a vontade de fazer algo pelo Peixe
ficou mais intensa há um ano, mas ganhou força nas discussões
do Fórum do Santos FC, no site de A Tribuna Digital, onde outros
internautas santistas de diversas partes do Brasil e do mundo compartilham
do mesmo ideal e também têm as mesmas opiniões sobre
os rumos administrativos do Peixe.
Com vários itens, as propostas do projeto podem ser lidas no site
provisório (http:// www.santosvivo.org que está passando
por reformulações e dentro de um mês está com
novo visual. Enquanto aguarda, Peres afirma que mais de 5 mil pessoas
já se cadastraram desde o dia 9 quando foi lançada a ONG.
São santistas na Inglaterra, Japão, Estados Unidos, Rússia
etc. "Cerca de 60% destes cadastrados tomaram contato através
da Internet", diz.
Para reunir tantos simpatizantes de vários lugares do Brasil e
do exterior, Peres afirma que avisará todos, colocando-os em uma
grande reunião virtual, através de uma sala de bate-papo.
Atento ao potencial da Internet, ele quer explorar todas as possibilidades
que permite essa tecnologia da informação e quer ainda agradar
as diversas faixas de idade com salas de bate-papo para crianças,
jovens e adultos. O site terá também vídeos de partidas
memoráveis do Santos e até um museu virtual está
nos planos. "O futuro é para ser inventado", enfatiza.
O site da ONG terá ainda um banco de dados com as informações
dos torcedores que, de alguma forma, possam fazer um trabalho voluntário
de acordo com seus conhecimentos ou profissão. O mais importante,
diz Peres, será a participação do torcedor para organizar
e ajudar de alguma forma a sanar as dívidas do clube. Mais adiante,
ele explica que os santistas poderão escolher o projeto pelo qual
gostariam de investir com doações.
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